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Depois do Musicake.com, decidi criar um blog que me permitisse escrever sobre diferentes assuntos, além de publicar meus textos produzidos na graduação de jornalismo. O Pero no Mucho está longe de ser um blog musical, mas não deu pra evitar (chuinf). Tenho que falar sobre o novo disco do Black Rebel Motorcycle Club.
Sério, essa banda nunca me decepcionou. Em quatro discos, eu nunca pude dizer “que medíocre”. Quando eles lançaram o excelente Howl, pensei que não poderiam criar algo que chegasse perto daquelas canções melancólicas de partir o coração. E então surge o “Baby 81”. Sem tanta melancolia, mais sujo que meu all star bege. Vocais consistentes, boas composições e uma variedade de boas canções. Sou péssima pra definir riffs de guitarra e procurar sinônimos para a palavra “foda”, adjetivo mais que pertinente para as três músicas que abrem o disco. Rock. Puro e simplesmente. “Took out a Loan”, “Berlin” e “Weapon of Choice” te deixam com vontade de subir numa cadeira e dançar, dançar, dançar.
Baby 81 prossegue com “Window”, um pop mais ou menos que se revela depois dos 4 minutos de duração. “Killing the Light” é minha preferida. Não me pergunte o porquê. É o tipo de música pra se ouvir bem alto, no carro. E cantar junto. Faz o estilo “fuck music” ou “strip music”. Não, não foi por isso que eu gostei. É que o refrão pega, sabe?
Penso que as músicas devem ter sido escolhidas a dedo, onde cada uma deveria entrar. “Am I Only” se encaixou perfeitamente como a última música do disco. Balada folk, apaixonante; deixou claro que o Black Rebel ainda faz músicas como as do Howl, mas sem perder a visceralidade dos discos anteriores.

Texto 001

Março 30, 2007

Breve dissertação sobre a influência da tecnologia nas relações humanas. Texto produzido para a matéria “Língua Portuguesa e Expressão Oral”.

 

As novas tecnologias diminuem a solidão humana?

“A solidão humana crescerá na proporção

direta da rapidez do avanço das novas formas de comunicação”

Werner Herzog, cineasta alemão.

No mundo pós-moderno, as novas tecnologias inserem-se velozmente no cotidiano das pessoas, permeando a maioria das organizações sociais, bem como as atividades pessoais e profissionais. Essas avançadas ferramentas tecnológicas possibilitam o contato com um imenso número de pessoas, o acesso imediato a toda sorte de informações e a diminuição das distâncias no mundo globalizado. Em vista desse cenário, seria pertinente indagar até que ponto o desenvolvimento tecnológico diminuiria ou não a solidão humana.

Na área de comunicação social, assim como em diversas outras, a utilização de meios eletrônicos, a fim de agilizar trabalhos e propiciar o cumprimento de prazos, é patente. Nas grandes agências publicitárias, é cada vez maior a interação dos profissionais através de mensagens instantâneas, troca de peças publicitárias e até mesmo reuniões de criação por meio de vídeos-conferência. No meio jornalístico, é comum os repórteres fazerem suas entrevistas via telefone, e-mails e, inclusive, chats – salas de bate-papo. Na esfera acadêmica, cresce o número de cursos de graduação/especialização online. Os meios eletrônicos atuais alteraram a relação “espaço-tempo” convencional, possibilitando a realização de um número maior de ações, o crescimento da produtividade em tempo reduzido e diminuindo as distâncias geográficas, facilitando, sobremaneira, a comunicação entre as pessoas.

A substituição das relações pessoais por interações mediadas por recursos eletrônicos, que agem como filtros na comunicação, tende a levar ao aumento do isolamento das pessoas e o afastamento do mundo real, criando uma espécie de simulacro da realidade. À medida que as pessoas se comunicam preferencialmente através do mundo virtual, as conversas tendem a ser mais imediatas, superficiais e menos elaboradas. Portanto, o caminho do equilíbrio seria usar essas ferramentas de forma inteligente e crítica, sabendo aproveitar seus benefícios sem perder a qualidade das interações humanas.

Bueníssimos Aires

Março 30, 2007

O que acontece quando duas amigas viajam por países da América do Sul? Começo bem clichê só pra apresentar o vídeo que eu editei. Deu um puta trabalho, então se você não gostou nem se dê o trabalho de comentar, ok?

Tudo sobre minha mãe

Março 30, 2007

Minha mãe é engraçada. Ela acorda todos os dias e vai pra janela fumar. Depois ela se preocupa em me acordar, puxando minha perna e dizendo as horas. Minha mãe é pós-moderna. Tem Orkut e MSN. Minha mãe ainda não descobriu como roubar emoticons, o que é ótimo, assim eu me livro do “tudo bem” piscando como luzes de motel. Minha mãe está numa comunidade chamada “Jesus é meu melhor amigo”. Minha mãe já clicou no peixinho e nas fotos da festa. Minha mãe queria comprar um quadro original do Miró. Original. Minha mãe já confundiu um rapaz de manga comprida que passeava pelo shopping com o cara das informações. Ela perguntou onde ficava a Ellus. Minha mãe gosta de Death Cab for Cutie. Minha mãe não me deixa passar de 60 quando estou dirigindo. Minha mãe torce pro Alemão ganhar o Big Brother. Minha mãe comprou, recentemente, “O Caçador de Pipas”. Quando disse que não gostava de best-sellers, ela disse “Mas tu és muito underground, viu?”. Eu nem sabia que a minha mãe conhecia o termo underground. Minha mãe torceu o nariz quando disse que ia fazer jornalismo. Minha mãe riu quando eu disse que um dia vou ter minha banda. Minha mãe gosta mais do meu namorado que de mim. Minha mãe sempre rouba quando jogamos War. Minha mãe queria que eu fizesse Direito. Sem querer, minha mãe disse que o Papai Noel era, na verdade, meu pai. Logo depois disse que eu era idiota por nunca ter desconfiado. Minha mãe me liga duas vezes dentro de um curto período de tempo pra perguntar a mesma coisa. Minha mãe achava que “Pero no mucho”, traduzindo para o Português, seria “em cima do muro”. Minha mãe já me chamou pra malhar. Minha mãe foi no show do Oasis comigo. Ela tentou furar a fila e quase apanha. Minha mãe conhece todos os meus amigos e é amiga deles. Minha mãe me manda correntes por e-mail e sempre é tão simpática no Messenger.

Planos

Março 24, 2007

Descobri, pesquisando preços de passagens, que uma viagem para Buenos Aires é mais barata que para Porto Alegre.
Já tinha noção que é hype viajar pra Argentina, principalmente quando a procedência é São Paulo. Passeando por Buenos Aires no fim do ano passado, perdi a conta de quantos paulistas estavam por lá. Eram muitos. Tá, mas e ai? Não reclamo que a passagem seja barata (é ótimo até), mas caramba, como um bilhete de avião é mais barato pro exterior do que pra dentro do teu próprio país? Bizarro.
Hoje nos reunimos para decidir qual o destino do fim do ano. Prima, namorado da prima, amiga, amiga e meu namorado. Optamos pela Argentina (é, de novo). Além disso, vamos ao Uruguay (que já conheço). Como toda discussão de mesa de bar, o assunto fugiu e ficamos só nos lugares.

Sem problema, ainda temos alguns meses. Muitas reuniões e muitos planos.

 A internet, sem dúvidas, é uma mídia maravilhosa pra quem tá afim de expor e divulgar suas idéias. É o que o coletivo Ponnei anda fazendo. Reunindo arte, moda, design e afins, eles criaram esse site que possui editorias de moda, ensaios fotográficos, opiniões e música (indie).

Vasculhando o site, achei um ensaio muito legal de uma fotógrafa chamada Atenéia H. Longo. Estudante de Artes Visuais, Atenéia fotografou jovens tatuados (que se tratando de Curitiba, são muitos). Outro ensaio que vale a pena dar uma olhada é o do Julio K, baseado em imagens vetoriais. 

Excelente dica pra quem gosta dos temas. Vale a pena visitar. www.ponnei.com

fone the radio dept. – against the tide

Bem vindo, primeiro post

Março 16, 2007

Depois de criar o Shampoo Suicide e lembrar que eu também pretendo fazer desse blog um portfolio, pensei como seria reação de uma pessoa que estivesse lendo meu currículo e visse o nome do meu blog. Shampoo suicida. Hum, eu provavelmente não seria levada a sério. O Pero no mucho não é uma garantia que me levem a sério, mas é uma tentativa. A pergunta é, como podem me levar a sério, se eu não sou uma menina séria? Eu simplesmente não consigo. Então, acho que no fim das contas não vou ser levada a sério mesmo. Fala sério, acho que eu mereço, né?

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Uma pequena homenagem ao shampoo, que não agüentou a pressão desse mundo e se suicidou.