Me vs. me

Novembro 12, 2007

O que exatamente nos faz gostar de complicar tanto as coisas? Sério, eu quero saber. Às vezes sinto que a vida poderia ser muito mais simples se nós simplesmente a deixássemos assim. Mas não, sempre procuramos uma coisinha, algo fora do lugar ou qualquer coisa que queríamos que acontecesse e não acontece.

Mas e se realmente alguma coisa está faltando? Ninguém sabe, só você. Você não consegue explicar, ninguém te entende. Você sabe que está diferente, mas você não sabe como curar. E então milhões de coisas começam a passar pela sua cabeça. É novo, você nunca sentiu. E nem sabe como lidar.

Então você simplesmente desaba no choro sem saber pra onde correr. Você costumava ir naquele lugar. Ele não é o mesmo. E agora?

Maldito Sex and the City. Os DVD’s deveriam vir com uma etiqueta dizendo: “Perigoso para mulheres emocionalmente desequilibradas”.

Mães que lêem o subnick

Setembro 26, 2007

Nereida diz:

que é que tu estás falando de mim

yasmin diz:

err…nada?

Nereida diz:

blood

Nereida diz:

oh god mother

yasmin diz:

mãe, isso é o que o norman bates fala pra ‘mãe’ dele em psicose

Nereida diz:

o que é isso?

Luísa mandou um beijo

Abril 24, 2007

Eu odeio pessoas expansivas. Ponto. Odeio conversas de consultório médico, odeio que me perguntem que música estou ouvindo no meu MP3 Player. Dependendo de quem você é, nem vai saber qual é a banda mesmo. Gosto de aproveitar meus momentos comigo mesma, é gostoso! Gosto de ser autista por opção e praticar diariamente o exercício de me desligar desse mundo medíocre em minha volta. Amo meus fones de ouvido e tem mais uma coisa: se você me acha chata, o problema é todo seu. Boa tarde.

Pais tentam batizar filho com nome do elfo Lehgolaz no Paraná

O que leva um casal a tentar batizar o filho com o nome de um elfo? Imagina o que essa criança vai passar na vida escolar. Normalmente esse tipo de notícia nem me chamaria atenção, mas dada a bizarrice do assunto, fui ler sobre. Completamente dispensável por dois motivos; um: se tratar de Senhor dos Anéis e dois: violência infantil.

Trilha de novela brasileira é líder de vendas em Portugal

Sem comentários pra Páginas da Vida.

Flávia e Fernando do “BBB7″ discordam sobre cerimônia, mas posam de casados

Ele quer casar na praia, ela quer casar na Igreja. Ta, mas e daí? Já não basta a bunda dela ter sido vista durante meses em horário nobre, agora vou ter que saber das particularidades da vida pessoal? To achando que esse casalzinho já deu o que tinha que dar. Quinze minutos mais demorados esses, hein?

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Pára, garoto!

 

Querido diário,

Abril 4, 2007

 

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Desde que coloquei o pé pra fora da cama na manhã de hoje, desconfiava que esse seria o pior dia de 2007. Bingo.

Tudo começou com uma dor de cabeça dos infernos, enviada pelo Capeta himself. Dessa vez, eu não podia simplesmente tomar um remédio, me trancar no quarto e enfiar a cabeça no travesseiro outra vez. Eu tinha aquela prova. Caramba, como pude esquecer? A prova de estágio! Engoli a Neosaldina de uma vez e corri pro banheiro. Lá pelas tantas do banho, descubro que o condicionador acabou. Great. Molho o banheiro inteiro só pra achar aquele pote de Elsève lá no fundo do armário e continuar meu ritual banhístico em paz.

Não satisfeito, o dia resolve me pregar mais algumas peças. Saí de casa, até então tranqüila, ouvindo o “Nightsongs” do Stars. Então todos os carros resolvem se juntar em um complô contra minha pessoa. Vamos todos a 20 quilômetros por hora, eles combinaram. E de repente todas as crianças do bairro da Pedreira resolveram brincar na rua e levaram junto seus cachorros, cavalos, gatos, galinhas; nada poderia ser pior que isso, nada.

Claro que podia. A caixa de marcha do meu carro resolve quebrar depois que eu passo por cima de um buraco (que nem era tão grande assim). A primeira não engatava, nem a segunda, nem o ponto morto. Zero. Estacionei o carro e por 5 segundos pensei em seguir em frente. Não consegui. A maldita marcha ficou presa na terceira e toda vez que eu tentava arrancar, o carro morria. Juro que até pensei em adotar a solução da família Hoover em “Pequena Miss Sunshine”, onde eles empurram a kombi amarela até atingir uma certa velocidade (eles também tiveram problemas com a caixa de marcha). Como boa filha única, optei por ligar ao meu pai, que em 5 minutos apareceu por lá, meio pálido, achando que eu tinha morrido. Deixamos o meu carro parado e seguimos para a universidade em meio a sermões do tipo “você deveria ter saído com 1 hora de antecedência de casa” e ultrapassagens malucas.

E agora você pensa: “É nessa parte que ela faz uma prova maravilhosa”. Não, a bovina fantasiada de gente não me deixou entrar com 10 minutos de atraso. E mais, ainda riu da minha respiração ofegante por ter subido (correndo!!) 4 andares de escada. Eu juro que fiz uma imagem mental de como seria divertido entrar com uma arma naquela sala e atirar em todo mundo. Ao invés disso, fui pro banheiro chorar.

Passado o estresse, fui ao cinema assistir “300″. Fotografia excelente, mas isso fica pra outra conversa. Nada de errado por lá, exceto o áudio da sala ao lado que era ouvido na nossa. Voltei pra UNAMA pra assistir a maldita aula de semiótica. Um inferno. Queria matar alguém e meu professor era um sério candidato. Respira, respira. Saí mais cedo e peguei uma carona com a minha mãe de volta pra casa. No caminho, paramos pra comer batatinhas. Como um passe de mágica, o copo de batatas cai da minha mão e espalha pelo carro catchup, queijo ralado e toda sorte de temperos. Então agora temos um carro sem marcha e outro cheio de batatas e baratas.

Meu namorado me liga me convidando pra sair. “Posso morrer, então prefiro ficar em casa”. Chego em casa e descubro que dois amigos estão piores que eu. Querido diário, desculpa te alugar assim, é que eu precisava desabafar. Ah, só mais uma coisa…Murphy filho da puta! Pronto, falei.

Pelo menos o Alemão ganhou o BBB, né gente…

* Texto escrito no dia 3, mas publicado na madrugada do dia 4

 

Brand new

Abril 3, 2007

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Agora você pode “tatuar” o rosto do seu amor nas calcinhas. Fuçando blogs de design, achei essa invenção completamente indispensável para uma mulher do século XXI. O problema começa quando seu atual namorado abre sua gaveta de calcinhas e dá de cara com o seu ex…

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A Shot Dog Câmera tem 3.5 megapixels e te permite saber o que o seu cão vê. É, e também te poupa a garganta quando você chama o canino e ele não aparece. Só ligar a câmera e pronto. Outra vantagem: você chegou do trabalho e sente aquele cheiro de quem não agüentou a espera para dar uma volta e fazer suas necessidades; você não sabe onde seu cãozinho fez caquinha, mas a Shot Dog Câmera te mostra. Além disso, você pode achar aquela meia que ele arrancou do teu pé há meses e até hoje não devolveu. Big brother is watching you, doggy.

 

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Não sabia que existiam canecas engajadas com o meio ambiente até ler sobre a Global Warming Mud. A caneca foi desenvolvida para demonstrar as ações do aquecimento global na Terra. Isso acontece quando você a enche com alguma bebida quente. A disposição do mapa mundi muda; a Florida vai pra baixo d’água e apenas algumas ilhas da América Central sobrevivem. A Global Warming Mud está saindo pela bagatela de U$13,70. Interessante, não?

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La tigresa del oriente

Abril 2, 2007

Eu sempre fui fã da música peruana. ¡Eso!

isabela. diz:

almocei no iang chao hoje

isabela. diz:

ganhei aqueles biscoitinhos da sorte

isabela. diz:

qual o nome mesmo?

yasmin diz:

biscoitinhos da sorte

isabela. diz:

 

 

isabela. diz:

um leitinho do bluer

yasmin diz:

isso, um leitinho do bluer.

yasmin diz:

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Depois do Musicake.com, decidi criar um blog que me permitisse escrever sobre diferentes assuntos, além de publicar meus textos produzidos na graduação de jornalismo. O Pero no Mucho está longe de ser um blog musical, mas não deu pra evitar (chuinf). Tenho que falar sobre o novo disco do Black Rebel Motorcycle Club.
Sério, essa banda nunca me decepcionou. Em quatro discos, eu nunca pude dizer “que medíocre”. Quando eles lançaram o excelente Howl, pensei que não poderiam criar algo que chegasse perto daquelas canções melancólicas de partir o coração. E então surge o “Baby 81”. Sem tanta melancolia, mais sujo que meu all star bege. Vocais consistentes, boas composições e uma variedade de boas canções. Sou péssima pra definir riffs de guitarra e procurar sinônimos para a palavra “foda”, adjetivo mais que pertinente para as três músicas que abrem o disco. Rock. Puro e simplesmente. “Took out a Loan”, “Berlin” e “Weapon of Choice” te deixam com vontade de subir numa cadeira e dançar, dançar, dançar.
Baby 81 prossegue com “Window”, um pop mais ou menos que se revela depois dos 4 minutos de duração. “Killing the Light” é minha preferida. Não me pergunte o porquê. É o tipo de música pra se ouvir bem alto, no carro. E cantar junto. Faz o estilo “fuck music” ou “strip music”. Não, não foi por isso que eu gostei. É que o refrão pega, sabe?
Penso que as músicas devem ter sido escolhidas a dedo, onde cada uma deveria entrar. “Am I Only” se encaixou perfeitamente como a última música do disco. Balada folk, apaixonante; deixou claro que o Black Rebel ainda faz músicas como as do Howl, mas sem perder a visceralidade dos discos anteriores.

Texto 001

Março 30, 2007

Breve dissertação sobre a influência da tecnologia nas relações humanas. Texto produzido para a matéria “Língua Portuguesa e Expressão Oral”.

 

As novas tecnologias diminuem a solidão humana?

“A solidão humana crescerá na proporção

direta da rapidez do avanço das novas formas de comunicação”

Werner Herzog, cineasta alemão.

No mundo pós-moderno, as novas tecnologias inserem-se velozmente no cotidiano das pessoas, permeando a maioria das organizações sociais, bem como as atividades pessoais e profissionais. Essas avançadas ferramentas tecnológicas possibilitam o contato com um imenso número de pessoas, o acesso imediato a toda sorte de informações e a diminuição das distâncias no mundo globalizado. Em vista desse cenário, seria pertinente indagar até que ponto o desenvolvimento tecnológico diminuiria ou não a solidão humana.

Na área de comunicação social, assim como em diversas outras, a utilização de meios eletrônicos, a fim de agilizar trabalhos e propiciar o cumprimento de prazos, é patente. Nas grandes agências publicitárias, é cada vez maior a interação dos profissionais através de mensagens instantâneas, troca de peças publicitárias e até mesmo reuniões de criação por meio de vídeos-conferência. No meio jornalístico, é comum os repórteres fazerem suas entrevistas via telefone, e-mails e, inclusive, chats – salas de bate-papo. Na esfera acadêmica, cresce o número de cursos de graduação/especialização online. Os meios eletrônicos atuais alteraram a relação “espaço-tempo” convencional, possibilitando a realização de um número maior de ações, o crescimento da produtividade em tempo reduzido e diminuindo as distâncias geográficas, facilitando, sobremaneira, a comunicação entre as pessoas.

A substituição das relações pessoais por interações mediadas por recursos eletrônicos, que agem como filtros na comunicação, tende a levar ao aumento do isolamento das pessoas e o afastamento do mundo real, criando uma espécie de simulacro da realidade. À medida que as pessoas se comunicam preferencialmente através do mundo virtual, as conversas tendem a ser mais imediatas, superficiais e menos elaboradas. Portanto, o caminho do equilíbrio seria usar essas ferramentas de forma inteligente e crítica, sabendo aproveitar seus benefícios sem perder a qualidade das interações humanas.

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